Club de
Taubaté-União

FEIJOADA DO UNIÃO

REALIZADA EM 19 DE MAIO DE 2019 MAIS UMA FEIJOADA PELO RCTUNIÃO. O EVENTO CONTOU COM A VENDA DE 150 CONVITES. FOI UM SUCESSO!

Postado em 19 de Maio de 2019

PALESTRA SOBRE O SERVIÇO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ VOLTADO PARA PESSOA IDOSA

PALESTRA PROFERIDA PELA ASSISTENTE SOCIAL LILIAN PATRICIA ZANCA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ, SOBRE O ATENDIMENTO OFERTDO A PESSOA IDOSA EM TODO MUNICIPIO ATRAVÉS DE POLITICAS PUBLICAS. EQUIPAMENTOS: CENTRO DE CONVIVENCIA DO IDOSO - LOCALIZADO NA VILA MARLI CASA DIA, LOCALIZADO NA AVENIDA THAUMATURCO, PROXIMO A CAMARA MUNICIPAL. NUCLEOS DE CONVIVÊNCIA: LOCALIZADOS EM ESPAÇOS DA COMUNIDADE COMO IGREJAS.  

Postado em 29 de Abril de 2019

PALESTRA DO INSTITUTO HÁ BRAÇOS

PALESTRA MINISTRADA PELO INSTITUTO HÁ BRAÇOS. ATUA EM APOIO A MULHERES, CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA.

Postado em 01 de Abril de 2019

Wakanda Rotária: Jovens negros mostram sua força e sua voz no Rotaract

Enquanto o movimento pela valorização das vidas negras ganhava as ruas no Brasil e no mundo nos últimos meses, um grupo de associados do Rotaract, clube de Rotary voltado ao público jovem, se formava para mostrar a representatividade da população negra dentro do mundo rotário. Filipe Bento, Natália Lopes e Daniel Cerverizzo são de clubes e cidades diferentes, mas se uniram por meio do Twitter para criar um espaço em que os jovens negros do Rotaract pudessem ter apoio mútuo e visibilidade. “Existem diversos grupos (dentro do Rotaract): para vôlei, para direito, xadrez, lgbtqi+. Ou seja, existem diversos grupos, mas por que não um grupo para pessoas negras?”, questionava Natália. Com o mesmo sentimento e necessidades semelhantes, ela, Filipe e Daniel criaram em maio deste ano o Wakanda Rotária. Para quem não sabe, Wakanda refere-se a um país fictício do universo de heróis da Marvel, localizado na África subsaariana. Nação do herói Pantera Negra, Wakanda é o país mais avançado do mundo, social e tecnologicamente. Assim, a referência ao país fictício é carregada de simbolismo para os criadores do grupo do Rotaract. “Tem um termo que a gente usa que chama ‘afrofuturismo’, que é a ideia de se pensar o futuro com um recorte racial. E sempre que a gente fala sobre futuro, a gente tem que pensar em um futuro onde as questões raciais são deixadas de lado, não por negligência, mas porque elas não são mais necessárias. E o filme trouxe essa perspectiva para a gente do ponto de vista estético, onde a gente pode assistir uma obra e ver um futuro onde as questões raciais são ultrapassadas, são superadas”, explica Filipe. Se você não é negro e acha que essa questão de representatividade não é relevante, é melhor olhar os números e pensar de novo. O Brasil é majoritariamente uma nação formada por negros e pardos (56,10% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), mas eles são minorias em grupos considerados de elite como o Rotary e o Rotaract. No Rotaract, por exemplo, de um total de 8.366 associados brasileiros, apenas 657 se declaram como negros, ou seja, menos de 8% de seus membros. E esse fato faz uma grande diferença para as pessoas negras que já integram os clubes. “No ano passado, no último encontro paulista de Rotaracts, eu lembro que em alguma parte do evento, estavam eu e a Natália e eu falei para ela olhar ao redor e ver quantas pessoas afrodescendentes havia ali. E dava para contar nos dedos”, relembra Daniel. “Em um evento que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, dar para você contar nos dedos de uma mão o número de afrodescendentes mostra que tem alguma coisa errada. A partir daquele momento, eu vi que a gente tinha que mudar esse cenário”, explica. Em época de pandemia, e com seus mais de 120 participantes espalhados em diferentes estados brasileiros, o Wakanda Rotária tem realizado seus eventos pela internet. Já foram dois debates, um com o tema “Movimento negro no Brasil: A História” e o outro com o tema “A cronologia das leis brasileiras e seu papel no curso da população negra no Brasil”. Os temas dos debates foram escolhidos por pesquisa de interesse feita entre os próprios membros do grupo. As “lives” têm atraído uma audiência formada por negros e brancos interessados em conhecer uma parte da história do Brasil que fica um tanto escondida no ensino tradicional de nossas escolas. “Tem muita coisa que não se aprende na escola ou que a família não ensina. São coisas que a gente tem que ir e correr atrás daquele ensinamento. Então, a gente sentiu que tinha essa necessidade”, destaca Natália. Além de passar um outro lado da história brasileira, os debates promovidos pelo grupo também visam a ajudar a população negra a entender e a ter maior apoio em situações que, infelizmente, são recorrentes em seu cotidiano. “Como eu vou saber se é racismo, se eu não tenho conhecimento sobre racismo? Como vou saber se é injúria, se eu não tenho conhecimento sobre injúria?, pergunta Natália. “Então, estamos trazendo esse conhecimento desde o início por meio das ‘lives’”. O grupo tem servido como importante base de apoio para seus membros, que agora buscam ajuda uns nos outros quando se veem em alguma situação incômoda gerada pela discriminação. “Depois da criação do grupo, eu me sinto mais seguro em abrir questões com os participantes. Perguntar se as pessoas já passaram por uma situação (semelhante)”, diz Daniel. Para ele, o Wakanda Rotária também deu maior visibilidade aos negros dentro do Rotaract. “Em relação aos outros rotaractianos, eles estão nos enxergando mais. Não somos mais pontinhos pretos soltos, agora, é um amontoado, a gente se uniu”, afirma. Sobre o movimento popular para a valorização das vidas negras, que deu o impulso para a criação grupo, os três acreditam que foi um importante momento de visibilidade midiática para a causa, mas que há questões muito mais profundas a serem atacadas. “Acho que essas ondas têm importância significativa, sim. Elas fazem a gente refletir. Principalmente quem não conseguia enxergar esses problemas na sociedade. Mas, de onde surge tudo isso, a gente não está nem perto de chegar nessas discussões ainda”, avalia Filipe. “Aqui no Brasil, a gente ainda não superou a escravidão. Aqui, a maior parte da nossa população mais pobre é também negra, e não é por acaso. Então, o Brasil tem o desafio gigantesco de se enxergar como nação que foi construída em cima de povos que foram escravizados. Assim como a Alemanha tem vergonha hoje do que foi o nazismo, a gente tem que ter essa vergonha do que foi o movimento escravagista aqui no Brasil, que é uma coisa que a gente está longe ainda de conseguir”, aponta. “Então, acho que essas pautas são importantes, elas trazem uma discussão pontual que é muito relevante, a gente reconhece o valor da discussão, mas, para a gente, está longe ainda, a gente não cria nem uma esperança de que vai mudar muita coisa, porque a realidade é um pouco mais cruel”, diz. Daniel concorda com a colocação do colega. “O Filipe usou um exemplo que é muito bom, a Alemanha. Lá, existem museus, existem monumentos históricos que estão lá para eles sempre lembrarem do que aconteceu. E o Brasil é totalmente o oposto disso, o Brasil tenta esconder, a gente não fala, parece que é um tabu. Existe um silêncio quando a gente fala nisso (a escravidão e suas consequências)”. Dentro do Rotaract, eles acreditam que é possível fazer um trabalho para atrair novos associados negros e fazer com que os mesmos se sintam acolhidos dentro dos clubes. “Acho que o primeiro passo é quebrar aquela imagem de que a família rotária é só para ricos, porque não é. Temos que fazer eventos mais acessíveis, mostrar que a família rotária abraça todo mundo. Nosso trabalho está aí para quebrar essa imagem”, opina Daniel. “Eu acho que nós fazemos a nossa própria representatividade, permanecendo firmes e fortes nos nossos clubes para que as pessoas de fora vejam que existem pessoas negras dentro da família rotária, existem pessoas que têm voz. Eu acredito que esse é um dos primeiros passos, a nossa visibilidade, a nossa própria permanência para que as pessoas de fora vejam que não é só branco, só rico e assim por diante”, conclui Natália.   Daniel Cerverizzo é associado do Rotaract Club de São José do Rio Preto – Inspiração Filipe Bento é associado do Rotaract Club de Ouro Preto Natália Lopes é associada do Rotaract Club de Adamantina Quem quiser entrar em contato com o grupo pode seguir sua conta no Instagram @wakandarotaria. Usando a hashtag #wakandarotaria no Twitter, você encontra as postagens já feitas sobre os debates do grupo.

Postado em 15 de Julho de 2020

Mensagem do Presidente Holger Knaack

Julho de 2020Embora esta não seja uma época, digamos, otimista, nós temos que ser positivos. Muito antes da fundação do Rotary, o mundo já tinha lidado com crises gigantescas que testaram a habilidade humana de tolerância e busca do progresso. Desde que o Rotary surgiu, o mundo tem enfrentado muitas catástrofes. Em meio às adversidades, nós sempre nos levantamos e ajudamos as comunidades a se recuperar. Todo grande desafio nos traz a chance de renovação e crescimento. Na Assembleia Internacional em San Diego, quando a crise de covid-19 ainda estava no começo, eu revelei meu lema O Rotary Abre Oportunidades, que é uma mensagem em que acredito já há muitos anos. O Rotary não é apenas um clube ao qual você se associa, mas um convite a possibilidades infinitas. Nós abrimos oportunidades para nós e também para outros. Nossas ações, sejam elas grandes ou pequenas, abrem oportunidades para aqueles que precisam de nós, e nesse processo o Rotary abre oportunidades para vivermos uma vida mais plena e significativa, embasada nos nossos Valores e ao lado de amigos do mundo inteiro. Os governos e instituições estão cada vez mais receptivos a parcerias em iniciativas de saúde, algo essencial ao nosso trabalho. Nestes meses de confinamento, as pessoas estão querendo se conectar e ajudar suas comunidades e, com isso, elas abraçam os princípios e valores que temos promovido por mais de um século. Apesar dessa perspectiva positiva, não é porque hoje há mais oportunidades do que nunca para o Rotary prosperar que teremos sucesso em tudo. O mundo já vinha mudando rapidamente, mesmo antes da pandemia. Há tempos que as pessoas estão se distanciando de encontros presenciais, preferindo se reunir virtualmente. As amizades estavam sendo reavivadas e mantidas pelas redes sociais bem antes da maioria das nossas reuniões ter migrado para o Skype e o Zoom. As novas gerações têm uma grande vontade de servir, mas não sabem se podem assumir um papel significativo em organizações como a nossa, ou se causariam mais impacto criando diferentes tipos de conexões. Agora é o momento de colocarmos as cartas na mesa, testar novas abordagens e moldar o Rotary do futuro. A covid-19 nos forçou a adaptarmos às circunstâncias. Isto é benéfico, e o Plano de Ação nos pede justamente para melhorarmos nossa capacidade de adaptação. Entretanto, adaptação por si só não é suficiente. Precisamos mudar de forma drástica para vencermos os desafios da nova era e fazermos do Rotary a força do bem que este mundo tanto precisa. Este é o nosso combate, não apenas no ano em curso como também no futuro. Cabe a nós transformar o Rotary nestes novos tempos — abraçando ideias, energia e determinação dos jovens em busca de um canal para materializar seus ideais. Temos que nos tornar uma organização completamente enraizada na era digital, não apenas uma organização que recorre ao universo on-line para continuar fazendo o que sempre fez. O mundo precisa do Rotary agora mais do que nunca. Vamos então garantir que O Rotary Abra Oportunidades por muito tempo ainda.

Postado em 01 de Julho de 2020

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Mensagem de Holger Knaack | Julho 2020

Embora esta não seja uma época, digamos, otimista, nós temos que ser positivos. Muito antes da fundação do Rotary, o mundo já tinha lidado com crises gigantescas que testaram a habilidade humana de tolerância e busca do progresso. Desde que o Rotary surgiu, o mundo tem enfrentado muitas catástrofes. Em meio às adversidades, nós sempre nos levantamos e ajudamos as comunidades a se recuperar. Todo grande desafio nos traz a chance de renovação e crescimento. Na Assembleia Internacional em San Diego, quando a crise de covid-19 ainda estava no começo, eu revelei meu lema O Rotary Abre Oportunidades, que é uma mensagem em que acredito já há muitos anos. O Rotary não é apenas um clube ao qual você se associa, mas um convite a possibilidades infinitas. Nós abrimos oportunidades para nós e também para outros. Nossas ações, sejam elas grandes ou pequenas, abrem oportunidades para aqueles que precisam de nós, e nesse processo o Rotary abre oportunidades para vivermos uma vida mais plena e significativa, embasada nos nossos Valores e ao lado de amigos do mundo inteiro. Os governos e instituições estão cada vez mais receptivos a parcerias em iniciativas de saúde, algo essencial ao nosso trabalho. Nestes meses de confinamento, as pessoas estão querendo se conectar e ajudar suas comunidades e, com isso, elas abraçam os princípios e valores que temos promovido por mais de um século. Apesar dessa perspectiva positiva, não é porque hoje há mais oportunidades do que nunca para o Rotary prosperar que teremos sucesso em tudo. O mundo já vinha mudando rapidamente, mesmo antes da pandemia. Há tempos que as pessoas estão se distanciando de encontros presenciais, preferindo se reunir virtualmente. As amizades estavam sendo reavivadas e mantidas pelas redes sociais bem antes da maioria das nossas reuniões ter migrado para o Skype e o Zoom. As novas gerações têm uma grande vontade de servir, mas não sabem se podem assumir um papel significativo em organizações como a nossa, ou se causariam mais impacto criando diferentes tipos de conexões. Agora é o momento de colocarmos as cartas na mesa, testar novas abordagens e moldar o Rotary do futuro. A covid-19 nos forçou a adaptarmos às circunstâncias. Isto é benéfico, e o Plano de Ação nos pede justamente para melhorarmos nossa capacidade de adaptação. Entretanto, adaptação por si só não é suficiente. Precisamos mudar de forma drástica para vencermos os desafios da nova era e fazermos do Rotary a força do bem que este mundo tanto precisa. Este é o nosso combate, não apenas no ano em curso como também no futuro. Cabe a nós transformar o Rotary nestes novos tempos — abraçando ideias, energia e determinação dos jovens em busca de um canal para materializar seus ideais. Temos que nos tornar uma organização completamente enraizada na era digital, não apenas uma organização que recorre ao universo on-line para continuar fazendo o que sempre fez. O mundo precisa do Rotary agora mais do que nunca. Vamos então garantir que O Rotary Abra Oportunidades por muito tempo ainda. Fonte: https://my.rotary.org/pt/news-media/office-president/presidential-message

Em 01/07/2020 por Rotary Club de Copacabana

O fator TEMPO na IP

Iniciaremos a gestão 2020-21 já colhendo frutos dos Treinamentos da IP Investir tempo para planejar as ações do clube rotário com embasamento nos Treinamentos e Manuais da Image Pública do Rotary é garantia de retorno a curto prazo!Patricia Pereira | IP D.4571 Parabenizo a Governadora Assistente da área C5, Rosemary Eulino Gonçalves, associada do Rotary Club de Itaguaí no Distrito 4.571, por não medir esforços para que:1. as diretrizes de cores e logos dos Manuais de Identidade da Marca;2. o objetivo da Campanha Pessoas em Ação e3. o uso da identificação do domínio do site do clube (Unyclub).fossem plenamente combinados para potencializar a identificação das Cadeiras de Rodas adquiridas pelo clube. A soma dos esforços acima obteve como recompensa, não só uma experiência de Planejamento dos Passos para uma Ação de Marketing eficiente em IP do Rotary, mas sobretudo, nossa organização foi reconhecida verbalmente. O empenho ganhou VOZ quando o fornecedor reconheceu a forma com que nossos dirigentes zelam pela marca e ainda puderam "sentir" quão grande é o propósito do Rotary. Lição aprendida e pronta para ser replicada entre os clubes interessados. Para mais informações do processo completo enviar e-mail para rotary@infograde.com.br.Mais uma vez, parabenizo a Presidente 2019-20 do RC de Itaguaí, aos associados do clube e todos os envolvidos na devolutiva enviada pelo fornecedor. JUNTOS NÓS APRENDEMOS!Pessoas em AçãoApós 20 anos, o fornecedor entendeu o nosso PORQUÊ, e não ficou apenas estático no O QUÊ fazemos. Ele e os funcionários envolvidos no processo, foram inspirados a sentirem a real importância que nossa organização tem na comunidade e na vida das pessoas que assistimos. Isso também é Imagem Pública!Patricia PereiraPresidente 2020-21 da IP D.4571

Em 19/06/2020

VÍDEO | Diretores de Protocolo de Clubes

No canal do YouTube do Distrito 4.571 encontra-se disponível o vídeo editado do Treinamento para Diretores de Protocolo de Clube, realizado no último sábado, dia 23 de maio de 2020, por ocasião da Assembléia Distrital pelos companheiros palestrantes Hodges Daneli (RC de Taubaté-União) e Pedro Dalbone (RC de Volta Redonda). Acesse o vídeo em:https://youtu.be/9txJKHlSWnw

Em 29/05/2020

CHECK LIST do Clube

Ficar em dia no Unyclub é rápido, fácil e faz muita diferença! Neste documento apresentamos um resumo das principais Funções Administrativas do sistema Unyclub para orientar os clubes a cumprirem as metas propostas pela Equipe Distrital. Arquivo disponível na pasta IMAGEM PÚBLICA emhttps://www.kassima4571.org.br/downloads

Em 23/05/2020

Rotary apoia pesquisa inédita no Brasil sobre Zika vírus

Em 2015 e 2016, o Brasil sofreu com a epidemia do Zika vírus, na qual a consequência mais marcante foi o nascimento, em muitas partes do país, de crianças com microcefalia, causada pela infecção da mãe durante a gravidez. Foi nesse contexto que o Rotary Club Jundiaí -Serra do Japy desenvolveu um projeto para equipar um ambulatório de pesquisa para acompanhamento de crianças expostas ao vírus, que trabalha de maneira inédita no Brasil. “Nosso estudo é o único no Brasil que tem acompanhamento das gestantes e das crianças. Acompanhamos crianças normais que nasceram no mesmo período e comparamos com as doentes. Vemos quais as diferenças nos dois casos e conseguimos avaliar os riscos”, explica Saulo Duarte Passos, pesquisador principal do COHORT Zika-Jundiaí e professor titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí. O projeto de acompanhamento de mães e crianças teve início em março de 2016, dentro da Faculdade de Medicina de Jundiaí, mas não contava com os equipamentos necessários para o desenvolvimento adequado da pesquisa e tratamento de todas as crianças. Foi apenas em 2018, quando Passos teve contato com o Rotary Club local que o projeto do ambulatório de pesquisa começou a se tornar realidade. “Tivemos muitos casos de Zika na região e o professor Saulo foi convidado para dar uma palestra no Rotary sobre a pesquisa que ele estava liderando”, conta Alexandre Censi, membro do Rotary Club Jundiaí -Serra do Japy, que liderou o projeto. “Ele nos passou a descrição dos equipamentos e os benefícios que poderiam ser colhidos com isso”, complementa. Com o espaço cedido pela prefeitura da cidade e pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, foi possível realizar a instalação do ambulatório, que é ligado ao Hospital Universitário. O Rotary de Jundiaí equipou 100% do ambulatório, o que inclui aparelhos de uso médico, mobília e equipamentos de informática. O total investido foi de US$ 39.500, com apoio do Rotary Club Central Chester County, de Lionville, Pensilvânia, nos Estados Unidos, e da Fundação Rotária. “O objetivo da pesquisa é entender a Síndrome da Zika Congênita, seus fatores de risco e a evolução da criança”, destaca Passos. “O ambulatório acompanha o desenvolvimento neuropsicomotor, o crescimento e desenvolvimento da criança (peso e altura), e as complicações que a doença causa”, diz. O médico e sua equipe acompanham 690 mães desde a gestação e outras 133 que entraram no estudo posteriormente, em um total de 823 casos estudados. Deste total, 58 crianças nasceram com microcefalia e estão sendo tratadas e estudadas pela equipe de Passos, composta por 15 profissionais. No ambulatório, que ao mesmo tempo que presta atendimento médico, serve de local de pesquisa sobre o Zika vírus e suas consequências, a equipe acompanha cerca de 500 crianças, com e sem microcefalia, fazendo a comparação entre elas para analisar os efeitos do vírus. As crianças sem microcefalia fazem parte do grupo de controle (aquele com o qual se compara o grupo que está sendo avaliado). Passos destaca a importância desse grupo de controle, já que há fatores de risco que aumentam a chance de mulheres gestantes terem filhos com microcefalia. Alguns desses fatores são a incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê, obesidade e hipertensão, entre outros de menor relevância. Há, porém, crianças que desenvolveram microcefalia por outros fatores, que não a infecção pelo vírus. “Muitas crianças com microcefalia tiveram restrição de crescimento intrauterino, que tem inúmeras causas”, conta o médico. Existem ainda as crianças que nasceram com microcefalia sem que isso esteja relacionado ao Zika vírus, mas sim a outros patógenos. Com tantos fatores a serem analisados, a equipe de Passos faz o acompanhamento mensal das mães e das crianças. As que têm microcefalia fazem diferentes tratamentos, como de fisioterapia e fonoaudiologia. Elas também têm atendimento pneumopediátrico, de infectologia, odontologia e musicoterapia. Uma sequela comum que o Zika vírus também deixa nas crianças é a deficiência visual. De acordo com o médico, 25% das crianças com mães que foram expostas ao vírus tiveram problemas de visão, explica Passos sobre descoberta feita em parceria com o Instituto de Psicologia da USP. O envolvimento do Rotary Club de Jundiaí no projeto do ambulatório de pesquisa foi benéfico para os dois lados. Ao liderar o projeto dentro do clube, Censi conta que aprendeu bastante sobre o tema enquanto o estudava para o desenvolvimento de seu trabalho. “Para escrever o projeto, eu o acompanhei por cerca de seis meses. É muito importante para nós, membros do Rotary, saber se o investimento será bem aplicado”, aponta. Já o professor Passos destaca “a amplitude do que o Rotary fez” para o projeto. Ele conta que o ambulatório, além do trabalho sobre o Zika vírus, também dá assistência a crianças que saíram da UTI, da enfermaria e ainda para prematuros. “Essas crianças terão um espaço com atendimento por médicos especialistas, que não seria possível se não tivéssemos o ambulatório”. O trabalho de pesquisa sobre o Zika vírus realizado em Jundiaí é feito em parceria com instituições nacionais e internacionais, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp), Universidade de São Paulo (USP), Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, Universidade de Barcelona, Universidade de Santiago de Compostela, Universidade do Sul da Flórida, Universidade de Estocolmo e o Ministério da Saúde do Brasil.

Em 13/05/2020

Tem Início o PETS do Distrito 4571

Na noite de hoje (08/05) teve início o PETS (Seminário de Treinamento de Presidente Eleito). O treinamento que contou com a participação de cerca de 125 Rotarianos. Palestras como "O Rotary no mundo Contemporaneo" e  "O Seu ano como Presidente" apresentadas pelos Governadores Paulo Eduardo Fonseca e Xico Reis (Instrutor Distrital) deram um brilhantismo a noite. Este PETS que será marcado como o primeiro no modelo virtual do Distrito certamente teve a aprovação por parte dos participantes. A Governadora eleita Kassima Timoni Góes Campanha disse estar totalmente feliz e satisfeita com o comprometimento de todos.

Em 08/05/2020

Reuniões Segundas-Feiras | 20:30
Avenida da Saudade,81 Cep: 12010-810